RESIDENT EVIL 4.1… Quer dizer, 5.

Janeiro 28, 2009

RE5

Antes de me dirigir a qualquer outro assunto: peço desculpa por ter dito que ia postar e depois desapareci sem deixar rasto. Pura e simplesmente tive uns dias bastante ocupados com projectos musicais e com a Universidade (exames estão-se a aproximar e os testes já passaram graças a Deus…).

Tive mesmo de abrir um novo post para falar sobre o meu descontentamento (infelizmente) com o novo título da saga Resident Evil. Como muitos de vocês devem saber, Resident Evil é uma série de jogos survival horror (terror) para consolas (estreou na agora antiguinha PlayStation até aos dias de hoje, onde se vai estrear na PlayStation 3 e na XBOX 360). Foi considerado por muitos como a melhor série survival horror alguma vez feita (na minha opinião, é o Silent Hill. Mas gostos são gostos, não é verdade?). A verdade é que eu sou grande, grande fã desta saga de jogos. Comecei por jogar o primeiro em casa de um amigo meu um pouco depois deste ter sido lançado e fiquei logo apaixonado pelo jogo. Foi também, dos primeiros jogos de terror que tinha jogado, e devo dizer que a adrenalina a jogar era um sentimento espectacular… Não comprei o primeiro nesta altura (pois esse meu amigo era meu vizinho e podia jogá-lo sempre que quisesse! :P mas claro, mais tarde adquiri o jogo) mas comprei o segundo jogo mal este saiu. Resident Evil 2 (o meu favorito da saga) fazia tudo o que o primeiro fazia de bem… e ficava-se por aí. Umas pequenas melhorias aqui e ali, umas novidades ali e aqui, melhores gráficos, uma história melhor e 2 visões (2 personagens) diferentes da mesma história / jogo separada em 2 CDs. Era como se fossem 2 jogos em um. Queriam algo melhor? Especialmente quando o verdadeiro núcleo do jogo se mantinha: ambiente negro, sangue, mortos-vivos, puzzles e muita exploração. Pois sim, mesmo sem mudando muito, do primeiro para o segundo jogo, a saga melhorou bastante e começou a ganhar cada vez mais seguidores, eu incluído. Algum tempo depois tomo conhecimento que ia sair o Resident Evil 3, mas na altura andava tão colado a jogar outros jogos que nem me apercebi quando saiu; felizmente a minha prima sim! E como ela vivia a uns 5 minutos de minha casa… jogávamos o jogo quase todos os dias… Lembro-me que acabamos o jogo sem exagero 3 vezes num só dia: foi uma melhoria como do primeiro para o segundo: o núcleo manteve-se, e houve umas pequenas novidades pelo meio.

E aqui chegamos à nova geração da saga, Resident Evil: Code Veronica para a DreamCast (sim, sim, eu sei que saiu o Survivor e isso, mas vou apenas referir-me aos jogos principais da saga, que são, propriamente ditos, RE, RE2, RE3, RE:CV, R4 e R5). Os novos gráficos melhorados e etc deixaram os fãs com água na boca: eu mal podia esperar para jogá-lo! Infelizmente só comprei uma DreamCast há pouco mais de 6 anos (para jogar Shenmue!) e antes disso já tinha saído a versão para a PlayStation 2, que foi quando joguei este jogo. Basicamente, a CAPCOM continuou com o bom trabalho: manteve o núcleo e adicionou várias novidades! Mais um excelente jogo de terror com sangue, mortos-vivos, puzzles e exploração!

Mas claro, infelizmente não ficamos por aqui. Uns tempinhos depois a CAPCOM desvenda o seu mais novo projecto: Resident Evil 4 para a GameCube (outro que só joguei quando saiu na PlayStation 2 pois nunca tive uma GameCube). Quando vi imagens do jogo não podia acreditar no que estava a ver: os gráficos eram brutais, e a jogabilidade parecia muito boa mas… onde está o ambiente negro? Os puzzles? Os mortos-vivos? O Resident Evil? Ok, está ali o Leon com uma arma a disparar contra… espanhóis?!? A sério CAPCOM, onde estãos os mortos-vivos? Embora ainda não tenha percebido muito bem o que são, sim, comportam-se como mortos-vivos, mas diria que são a nova evolução dos mortos-vivos (???). O que estava a CAPCOM a pensar?

- “Vamos fazer um novo Resident Evil!”
- “OK, vou começar a fazer a concept art dos zombies!”
- “Zombies? Nah, isso já é do passado, vamos meter espanhóis enraivecidos que por um lado comportam-se como mortos-vivos mas que correm como o catano, teem armas e pistolas e gostam muito de chamar ‘hijo de pu*a!’ ao Leon!”
- “…”
- “Já lhe falaram do seu aumento?”
- “AHHH!! Que excelente idéia!!”

Pois… OK, o Resident Evil 4 pode não parecer-se nada com os outros Resident Evils, isso é verdade, mas também é verdade que é um bom jogo… mas é um bom jogo de acção (e muito bom por acaso). Não mete medo (embora por vezes dê alguma adrenalina), tem uma pequena porção de puzzles e pouca exploração (o jogo é bastante linear…). Mas OK, tudo bem, é passável, venha de lá o próximo CAPCOM.

E assim a CAPCOM fez, confirmou: RESIDENT EVIL 5! Nas consolas da terceira geração! Foi a excitação total para fãs de Resident Evil e fãs do Resident Evil 4 (sim, porque com a saída do Resident Evil 4, pessoas que gostam muito de shoot’em’ups (jogos de tiro) aderiram à série… claro pelas razões erradas e quase de certeza muitos deles não jogaram, não querem ou não gostam dos anteriores). São lançadas umas imagens lindíssimas do jogo em que vemos o Chris (personagem do Resident Evil original) – outra vez, foi a excitação total! E depois… vieram imagens e vídeos da jogabilidade.

Parece então que a CAPCOM parou no tempo com o Resident Evil 4 e decidiu-se ficar por aí e começar a pisar as poças todas. Hoje fui avisado por um amigo meu que a demo do Resident Evil 5 tinha sido posta no XBOX Live. Então pronto, lá fui eu fazer o download. Seja o que Deus quiser, não é verdade? Após o download começo a ficar um pouco excitado com o facto de que vou jogar o novo capítulo de uma saga que gosto e sigo à anos (tive um pouco afastado de todos os vídeos e imagens que foram lançados nos últimos meses por isso não sabia muito bem ao certo o que me esperava… embora soubesse que se parecia muito com RE4).

Menu. Sim senhor, todo bonito com uma célula e não sei quê, muito à Resident Evil, foi uma boa primeira impressão. Single-Player… Eh lá! Isto tem Modo Co-Op (para dois jogadores) online e offline! Muito porreiro! OK… Stage Select… sim… pera?! Stage Select?

NÍVEIS NO MEU RESIDENT EVIL!?

É que nem sequer são missões, são níveis. Mas estou a jogar Resident Evil ou Super Mario? Bem… ultrapassando esse facto escolho o primeiro (ugh) nível e começo a jogar a demo. O meu primeiro pensamento foi “uau”, os gráficos são LINDOS. Estamos perante um dos jogos mais bonitos que já vi, e isso sem discussão. Mas infelizmente para muitos (eu incluído) os gráficos não são tudo, não é verdade? Começo a jogar… primeiro ponto negativo logo: a câmara é HORRÍVEL. Só vês o Chris a ocupar o lado esquerdo todo do ecrã e o lado direito. Ou seja, se te atacam do lado esquerdo vai passear que já almoças-te. Basicamente é isso. A câmara ainda está pior que o RE4 por incrível que pareça. Mais… Anda super devagar… A correr parece que está a andar… Os controlos embora complexos são fluídos e com o tempo começa-se a habituar a eles. Até aqui tudo mais ou menos. LT para apontar… RT para disparar… E… ?? Não podemos controlar o Chris enquanto ele aponta??

OK isto vai de mal a pior… Primeiro ele anda devagar, a câmara é horrível, e agora para além de demorar um bom pedaço de um segundo a apontar ele não anda? Sim senhora… Então está bem!

Seguindo o que aparece? Mortos-vivos (acho eu) a… falar a um megafone? E depois? Centenas de… africanos-vivos a atacarem? Yep. É básicamente isso. E o que fazemos durante a demo? Disparamos, corremos, disparamos, apanhamos munição, voltamos a disparar, corremos, subimos escadas, disparamos, aparecem mais dezenas de africanos-vivos, disparamos, corremos, curamo-nos, disparamos… Por aí fora.

Estamos perante o novo Resident Evil? Não. Estamos perante um shooter da nova geração… com uma câmara horrível e movimentos lentos.

O jogo é difícil, bastante difícil, mas digo isto com agrado porque jogos fáceis não quero, gosto de um bom desafio, mas não gosto de um desafio que se resuma a disparar, correr, apanhar munição e disparar. Onde estão os puzzles que tanto me fazem pensar? A exploração? O “the door is locked” (a porta está trancada)? Os mortos-vivos? Onde estão todas estas características que fazem do Resident Evil o Resident Evil? Não estão no Resident Evil 5, isso posso dizer-vos com certeza.

Ou se estão, a demo está muito mal feita (não seria a primeira vez, também odiei a demo do Uncharted e tornou-se um dos meus jogos favoritos para a PlayStation 3…). Espero então que seja apenas isso: uma demo mal calculada.

Outro pontos positivos? Desta vez temos uma ajudante, Shiva (acho que é esse o nome, ele só o disse uma vez na demo que eu tenha reparado) e está muito, muito bem conseguida. Se apontas a arma para ela, ela foge! Ajuda-te quando for preciso, chama-te quando precisa de ajuda (basta carregares no RT sem a arma a apontar para veres onde ela está – e felizmente ela é muito capaz por isso não te chateia muito, ajuda mais do que o que chateia!). E resumidamente… é isso. Não vi nada de muito positivo nesta demo. Estou de rastos no que toca a Resident Evil, desiludiu-me por completo… Resident Evil 5 é nem mais nem menos que uma expansão do Resident Evil 4, com uma câmara pior, movimentos mais lentos e com mais e mais acção (que é o que não se quer num survival horror).

Ah, e ia-me esquecendo de referir, que um dos inimigos (um gajo grande com um saco na cabeça e uma arma gigante) parece uma cópia do Pyramid Head (Silent Hill 2)… Move-se lentamente, demora a levantar a arma e depois deixa-a cair em cima de nós com uma violência brutal quase nos tirando a vida toda… Mexe-se como o Pyramid Head… Ataca como o Pyramid Head… só que tem um saco na cabeça em vez de uma pirâmide (Bag Head? lol…) e um machado gigante em vez de uma faca gigante. Copy pasta.

Ainda outra coisa, quando se mata um morto-vivo/africano-vivo (???) eles… derretem. A sério… Mas por que raio é que derretem? Será do calor? Ok, piadas secas de lado, não faz sentido e é um pouco estúpido sinceramente…

Sim, provavelmente vou comprar o jogo, nem que seja pela história (estamos a falar do Chris e da Jill! – e também porque é uma continuação do excelente filme em CG “Resident Evil Degeneration”) e quem sabe até posso começar a gostar dele à medida que for jogando… não seria também a primeira vez que algo assim acontece. Só espero é que isso aconteça mesmo, porque a demo deixou-me muito, muito desiludido mesmo… Só vou pegar nela agora para experimentar o Co-Op… ao menos divertido deve ser.

Resumindo e concluindo: os jogos parecem estar a ir pelo mesmo caminho (mau) dos filmes, não são de terror, são de acção. Mais valia mudarem o nome para Resident Matrix ou algo assim porque só falta podermos abrandar o tempo para desviarmo-nos dos ataques dos… “zombies”.

E pronto é isto… deixem a vossa opinião, lembrem-se: isto é a minha opinião, todos temos opiniões diferentes, não tou a dizer que o jogo é mau, tou a dizer que para mim, o jogo não é muito bom e não é Resident Evil.

Fiquem bem e espero voltar a ter tempo para escrever aqui em breve!

Dawn.


De volta…

Novembro 5, 2008

Peço antes de mais desculpa pela ausência que ocurreu devido a várias razões. Mas pronto, estou aqui, de volta mas não trago boas notícias. Mas também não trago más.
O que se passa é que o Novas Artes 2.0 de momento não vai ver a luz devido a vários problemas com os servers onde estava a montar o estaminé (quebras – especialmente de MySQL, falta de espaço suficiente caso o site cresce-se mais do que o previsto). Não digo que seja uma ideia para esquecer, mas sim para por de parte por agora. Neste momento estou a desenhar um Novas Artes 1.3 do qual postarei mais detalhes em breve. Não vai mudar muito (não tanto como o 2.0, que vai manter o nome, e sim, quando for a versão 2.0 será mesmo o Site/Blog/Fórum) mas o suficiente.

O layout vai mudar e vou tentar arranjar mais pessoal para postar aqui, pois fazer um post de 2 em dois dias uma só pessoa é um bocado complicado… Os temas acabam por escassear… O Binho está aqui mas só posta sobre filmes asiáticos ou livros :P se quiseres tentar a tua sorte, manda um artigo para dawnclover@gmail.com (no Assunto põe: “Novas Artes BLOG Entrada”) sobre qualquer coisa ligada às novas artes… música, jogos, filmes, internet, o que quiseres!

Enquanto espero que apareça alguém vou continuar de facto com os posts, vou tentar já fazer o próximo amanhã, sobre uma banda que me tem deixado maluco (no bom sentido). Que banda? Verão amanhã!

Mais uma vez, peço desculpa pela ausência não avisada, mas… é a vida, não é verdade?

Fiquem bem e obrigado pela visita uma vez mais!


REVIEW: Digamma – EP (2007)

Abril 14, 2008


“Digamma EP”

Digamma é uma banda portuguesa que faz algo que muitas bandas têm medo de fazer: inventar, fazer algo nunca antes ouvido e deveras original. Afinal de contas, quantas bandas já ouviram que misturam música brasileira ou reggae com metal pujante e agressivo? Pois, que eu saiba, praticamente nenhuma. A não ser Digamma. Ora eu conheci Digamma à uns aninhos atrás no tempo do mIRC indo ter (já não me lembro como) ao canal deles na PTnet. Lá um dos users foi simpático e arranjou-me 3 músicas deles: “Just Try It”, “Truth and Lies” e “Place Me Nowhere” (nenhuma destas se encontra neste EP ao qual vou fazer review). A partir desse momento, tornei-me um fã desta banda de garagem, situada no sul na Quarteira. Estou até hoje à espera que venham ao norte para os ver ao vivo! Espero o tempo que for preciso. Passado uns tempos sem dizer nada, deparo-me com uma nova música deles online, “Coño (Seasons)”, e a notícia de que iam lançar o 1º EP oficial da banda. Fiquei deveras contente com esta notícia, mas, devido a “todas as burocracias” por que tiveram de passar (como dizem no blog do MySpace da banda), o EP demorou um bocadito. Mais tarde meteram a música “Mirovia” no MySpace, e ainda mais tarde a “Two Questions”. Passados mais uns mesinhos, finalmente, é lançado o EP. Como apoiante de música portuguesa inovadora, e sendo Digamma uma das minhas bandas favoritas desde à uns anos atrás, comprei-o no dia sem perder tempo (podem comprá-lo no MySpace da banda por 5€). A caixa do CD impressionou-me, pois não estava à espera de algo tão profissional tendo sido o EP lançado pela própria banda e não por uma editora. O CD vem num digipak todo bonito que até dá gosto olhar para aquilo, só é pena não ter booklet com as letras (mas também já é pedir demais para algo lançado independentemente) – Por falar nisso, Digamma, se vierem ler aqui a review, ainda estou à espera que ponham as letras online, há partes que não consigo compreender muito bem e gostava de apanhar os significados de todas as músicas. Então o que há de mais em especial sobre Digamma, para além das fusões de estilos? Os vocais são estrondosos e apaixonantes nas suas partes mais melódicas, o André (vocais) tem uma voz incrível e consegue transmitir emoções esteja como estiver a cantar! – seja em inglês (maioria), português ou até espanhol (sim, as letras têm versos em português e em espanhol). Os instrumentais são, por vezes, bastante técnicos (adoro música técnica, como muitos de vocês já se devem ter apercebido), agressivos e em alguns momentos mesmo muito emocionais. O baterista especialmente impressionou-me pois tem um controlo excelente na bateria, e, pelo menos cá em portugal, há muito pouca gente que o ultrapassa o Mauricio na arte de tocar bateria. As guitarras de Miguel também impressionam muito, o meu riff favorito é provavelmente o riff do verso da “Two Questions” com todos aqueles harmónicos, não estava à espera. Marco no baixo, faz o seu trabalho na perfeição a acompanhar o resto da música, e mesmo quando não está a fazer o mesmo que a guitarra, brilha e encaixa tudo na perfeição. Sem o Tiago no teclado / samples isto não era Digamma. A sério Tiago, aquele sample da mulherzinha a dizer 9 1 1 na “Visionary’s World”, não sei porquê gosto imenso daquilo. E das tropas a marchar na “Mirovia”. Isto para não falar nos acompanhamentos com o teclado, e o épico final da “Mirovia”.

Vamos então falar um bocadinho de cada música deste EP:

“Mirovia”
Esta música tem um feeling impressionante. Desde o início em acústico com efeito até à estrondosa introdução. Depois vem o verso que, nesta música é em funk / reggae (mostrei isto ao meu primo, que é fanático por reggae e ele pensava mesmo que a banda tocava isso, quando ouviu o resto passou-se). Depois do verso uma metalada pujante acompanhada pelas teclas que dão outro ambiente à música. Mas os Digamma não mudam o estilo à toa, está tudo ligado, não há quebras – não há nada que alguém se possa virar e dizer “ei, isto não tem nada a ver com o resto da música”, a verdade é que tem! Misturam tudo como se fosse normal. Depois o refrão, que, como em todas as músicas de Digamma, surpreende, excelente melodia e feeling. Gosto especialmente do 2º refrão após o 2º verso que é tocado em acústico, dá outro sentido à coisa. A bridge faz-me lembrar a guerra… com sons de tropas no fundo e logo após o caos total! O final é lindo e faz lembrar o final de um filme de guerra, após a violência toda, quando os créditos passam tocam os violinos. Perfeito. | 10/10

“Visionary’s World”
Confesso que quando ouvi esta música fiquei parvo, pois começa como se fosse uma música brasileira (até cantada em brasileiro – o André sempre a surpreender). Eu pessoalmente odeio música brasileira. Mas se ouvirem bem, tem ali um feeling diferente do instrumental que faz com que eu consiga gostar (e muito), especialmente pensando no contraste que a música faz, explodindo de repente na agressividade do metal antes do épico refrão melódico que grita “DIGAMMA” por todos os lados. Grande melodia e grande feeling. O segundo verso, tem o instrumental igual ao primeiro mas desta vez é cantado em inglês e com um verso em espanhol que dá logo uma outra dimensão à música – especialmente quando André canta o verso em espanhol parece que estou a ouvir uma daquelas músicas espanholas antigas. Depois vem a bridge que já parece algo tirado do brasil outra vez (estas misturas impressionam-me – pela positiva – poucas bandas têm coragem e capacidades para fazer algo assim!). Mais uma grande música. | 10/10

“Two Questions”
Esta música tem um feeling mais thrash (no instrumental do verso pelo menos). AMO o riff do verso desta música, os harmónicos a primeira vez que ouvi são imprevisíveis e dão uma dinâmica excelente. O refrão desta música, numa palavra – LINDO. Calminho (ao contrário do resto da música), “because I’m mad about yooooooooou”. A primeira vez que o ouvi arrepiei-me todo. Esta é também a única música do EP que tem um solo! Eu não sou grande, grande apologista de solos, gosto deles, mas não gosto quando uma banda exagera e faz solos de 2 a 3 minutos (gosto muito de Metallica, mas o facto deles fazerem solos gigantescos às vezes impede que eu queira ouvir músicas deles) mas este solo não, é pequeno, brutal e tem muito sentimento. | 10/10

“Sexta Saudade”
Esta é a música mais portuguesa do EP… e é também a minha favorita – só tem uma coisa que me decepcionou, mas já vamos a essa parte mais tarde. A música começa com um piano lindo e depois rebenta com guitarra eléctrica bateria, baixo e o teclado a acompanhar com o som de coro. O ambiente nesta música é brutal e tem um sentimento muito forte e já tem um significado especial para mim. O verso é completamente cantado em português – mas não é o português cliché a que estamos habituados a ouvir por bandas pop/rock ou pop portuguesas (que já são demasiadas, já chega *risos*) é sombrio e português ao mesmo tempo. O refrão, também cantado em português, tem tanto poder que nem vos consigo descrever por palavras, só ouvindo – especialmente a mudança do refrão para a parte metal da música – que contraste mais perfeito! Faz-me sempre pensar que durante o refrão há um sentimento de desespero / tristeza e na parte pesada há um sentimento de ódio. Amo estes contrastes. A única coisa na música que eu mudaria é o final, que basicamente está espectacular (parece uma metrelhadora a disparar consecutivamente) mas faz Fade-out… o que corta bastante (pelo menos eu acho) à pujança, parece que há ali um corte de energia repentino. Mas fora isto, a música é perfeita e não é por isso que deixa de levar um… | 10/10

“Coño (Seasons)”
Esta versão é diferente da versão que tinham metido na MySpace (não estava à espera quando ouvi) e ao primeiro fiquei um bocado desapontado, pois a música parecia-me ter menos energia. Mas quando rebentou perdi logo esse raciocínio – a música está mais rápida, mais crua, mais violenta e mais cruel! Também adoro a adição dos teclados no início (parecem saxofones, faz-me lembrar aquelas músicas do cabaret lol, mas sem pisar o ridículo). Esta é provavelmente a música mais agressiva do EP. Sempre a abrir, quase não há um momento para o ouvinte respirar sem contar com uma ou duas paragens a meio. O refrão, como já se deviam ter habituado, é Digamma. Cheio de emoção e energia. A bridge (cantada em português) é especialmente sombria – e é a minha parte favorita da música. Rebentando de seguida numa parte épica com teclado e back vocals feitas pelo André. Excelente. A parte que se segue, mais calminha faz-me lembrar aquelas espanholadas (também é cantado em espanhol) especialmente devido à guitarra. O final da música volta cheio de energia – só há aqui um ponto negativo comparando à versão antiga da música – quando André diz algo do género “oh god, you’re such an hypocrit” gostava mais na versão antiga, em que isto era berrado, e nesta versão é falado. Bah, pormenores. O final da música é possivelmente a parte com mais energia em todo o EP. Rápida e cruel. | 10/10

“Nation of God”
A minha segunda música favorita do EP. Adoro cenas egípcias (é por isso que adoro Nile, por exemplo) e os Digamma captam o feeling egípcio na perfeição e adicionam a sua metalada numa injecção directamente no crânio da música. O início de mais ou menos um minuto e meio é completamente egípcio e depois entram as vocals, e aqui estão as minhas vocals favoritas do André, com aquela melodia mesmo egípcio – é perfeita! Depois tem uma parte assombrosa com várias melodias também feitas pelo André e depois rebenta em metalada que NÃO perde o feeling egípcio – e isto impressionou-me. Adoro especialmente os instrumentos egípcios a tocar no fundo. O final desta música tem o meu 2º riff favorito de todo o álbum (aquele em que há uma paragem de repente na música e só se ouve o vento a soprar, e depois volta o riff – LINDO). Depois a música volta a ser um instrumental completamente egípcio. O feeling desta música é do outro mundo. Excelente final. Deduzo também que esta seja a música principal do EP, porque as ilustrações do digipak têm imagens egípcias. | 10/10

PONTUAÇÃO FINAL: 10/10
O EP é perfeito! Não consigo ouvir uma só música – se ponho o CD no carro já sei que o vou ouvir do início ao fim pelo menos umas 5 vezes (também depende do tamanho da viagem). É perfeito, diferente, não cansa nem satura, é perfeito. Só que sabe a pouco – 6 músicas. Queremos mais Digamma!

E venham aqui ao porto, o norte quer-vos ver! (eu pelo menos quero)
E quando puserem as letras das músicas no MySpace, digam coisas.

E aqui fica a prova que a minha nova banda Flauros, ouve digamma no carro quando estamos a voltar para casa:

Se gostam de coisas diferentes e inovadoras, não deixem de ouvir Digamma.

MySpace: http://www.myspace.com/digamma


Mais informação sobre o Novas Artes v2.0

Março 29, 2008

Então passo por aqui para vos dizer que não, não estou parado tenho andado continuamente a trabalhar na nova versão do Novas Artes (por isso a minha ausência aqui) e já tenho também alguns posts para fazer mal a nova versão abra. Os posts todos aqui escritos serão transpostos para a nova versão (menos os comentários).

O que já vos tinha dito:

  • Cada user vai ter direito ao seu próprio Blog dentro do Novas Artes v2.0;
  • Não vai ser um Blog mas sim um Site/Blog/Fórum;
  • Vai haver uma categoria no fórum onde podes escrever posts que aches que encaixariam bem no Blog principal do Novas Artes, e, se for aprovado por um moderador será postado no mesmo;
  • Crónicas mensais;
  • Jogos Arcade Online (com competições, torneios, etc.);
  • Freewares todas as semanas.

E aqui ficam características novas do NAv2.0:

  •  Sistema de Reviews onde podes postar as tuas próprias Reviews (também o podes fazer no teu Blog pessoal, mas o Sistema de reviews é próprio para isso);
  • Como o Novas Artes vai abrangir de tudo vai haver também um sitesma onde podes uploadar os teus tutoriais seja do que for! (Photoshop, Criadores de Jogos, HTML, PHP, etc…);
  • Como falamos também muito de música o site/blog/fórum vai também dispor de um sistema de letras de música onde podes meter as letras das tuas músicas favoritas.

E mais!

Novidades em breve, entretanto ficam aqui com o títulos dos meus próximos 2 posts (já na nova versão):

  • Review do novo álbum de MUCC – “Shion”;
  • Review do novo DVD dos Maximum the Hormone – “Deco vs. Deco”.

E por agora despeço-me e vou continuar a trabalhar para a nova versão do Novas Artes ver rápidamente a luz do dia!

Até breve!
Dawn


NOVAS ARTES v2.0

Março 12, 2008

Antes de mais, peço desculpa pela demora e pela falta de posts, mas têm sido tempos difíceis, e tenho tido alguns problemas familiares, mas, finalmente, está tudo resolvido e em ordem e estou pronto para dar a volta aqui ao site!

Ora “Novas Artes v2.0″, o que vos posso dizer sobre este projecto?
Não vai ser um blog, mas também vai ser (lol), em outras palavras vai ser parte site, parte blog e parte fórum. Graças ao novo design vai ser mais organizado e menos confuso (cada categoria em seu lugar, etc). Em termos de funções, posso vos dizer que cada user que se registe vai ter direito ao seu próprio blog dentro do Novas Artes, onde pode partilhar com todos os seus gostos, os seus filmes ou jogos favoritos, etc, etc! Ainda vai haver maneira de postares no blog principal do Novas Artes, postando uma review ou outra coisa qualquer que queiras numa secção própria do fórum, e, sempre que um dos posts seja aprovado vai direitinho à página principal e à categoria em que se encaixa. Com isto pretendemos criar uma comunidade maior (pois gerir isto só com 2 pessoas – ainda por cima com pouco tempo – é difícil, e comunidades como esta, portuguesas, há poucas, se é que alguma). Vamos ter também crónicas mensais, jogos arcade online (com concursos e etc), freewares todas as semanas, e mais!

Mais informações em breve. Se achas que podes ajudar em alguma forma (nem que seja a postar reviews ou outra coisa do género), não exites em contactar-nos para novasartespt@gmail.com com “Novas Artes v2.0″ no Assunto do e-mail.

Obrigado pela visita!
Dawn


Uncharted: Drake’s Fortune (PS3) Review

Janeiro 16, 2008
unchartedbox
 UNCHARTED: Drake’s Fortune
Plataforma: PlayStation 3
Género: Aventura / Acção / Plataformas
~ Antes de mais, sim, estou de volta, desculpem a ausência mas a minha vida tem sido uma loucura – finalmente arranjamos uma sala de ensaio só para a minha banda, e devem imaginar a trabalheira que tem sido organizar tudo, comprar o resto do material necessário, etc. Agora temos aquilo em obras. Vamos lá ver como fica ~
Ora, Uncharted na PS3. Devo confessar que joguei a demo deste jogo em casa do meu tio, ainda não tinha eu uma PS3 (mais ou menos em outubro ou novembro) e gostei do que vi, e até gostei do que joguei. Mas não me captivou muito. Ok, tinha os melhores gráficos que alguma vez vi, uma jogabilidade muito acessivel (mas muito repetitiva: andar, disparar, andar mais um bocadinho, saltar uma pedra, disparar, etc.). Por isso, ofereceram-me a PS3 no meu aniversário em Dezembro mas nunca mais pensei neste jogo. Não me interessava muito pelos factos que escrevi acima e pelo facto da ausência de uma história… Vocês devem a pensar “ah, era só uma demo, não podia ter a história toda”, sim, eu sei disso. Mas a jogabilidade também não me chamou muito a atenção. Antes disto, um amigo meu já tinha adquirido o jogo e continuava a dizer que era o melhor jogo que tinha jogado na PS3. E eu “ok, são gostos”. Depois o meu tio também comprou o jogo e só dizia maravilhas. E só lia e ouvia maravilhas do jogo. E eu pensei “porra, com tanto jogo cá fora melhor, o que é que o jogo tem de especial?”. Fechei os olhos, peguei no dinheiro que me sobrou do meu aniversário e natal, e fiz, o que chamo de “a melhor coisa que fiz até agora neste ano”. Comprei o Uncharted.
Pelo amor de Deus. Se jogaram a demo e não gostaram não se admirem, a demo está uma grandessissima cagada (desculpem o termo). Está mal feito, mal pensado e mal situado. Na demo só mostra cenas de acção, quando no jogo estão presentes elementos de acção, plataformas e exploração, isto tudo deliciosamente abraçado por uns puzzles geniais pelo meio. Uncharted não é Tomb Raider. Não é Gears of War ou Resident Evil 4. E não, não é Pitfall. É mais um clone criado por DNA de cada um destes jogos. As influências estão presentes:
Tomb Raider – As plataformas, as abilidades
Gears of War – A possibilidade de te esconderes atrás de objectos nas cenas de acção
Resident Evil 4 – A mecânica de tiro
Pitfall – A floresta, a aventura
Mas Uncharted ainda consegue ir para além destes jogos. No fundo, não podemos compará-lo com nenhum deles. Seria injusto. Para os outros.
uncharted1
História
Uncharted conta a história de Nathan Drake, o descendente de Sir Francis Drake. Nathan descobre sobre o seu antepassado e sobre um tesouro que este procurava e para o qual tinha o mapa. Ora Nathan arma-se em Lara Croft (sem as aparentes curvas lol) e vai em caça ao tesouro. E que melhor maneira de arranjar fundos para desenterrar um caixão do fundo do mar? Fala com a TV, e recebe os fundos e é também acompanhado pela jornalista Elena. Esta fica surpresa quando descobrem que o caixão está vazio. Mas Nathan não, ele já desconfiava que o seu antepassado tinha falsificado a sua morte. Para quê? Para não deixar cair o tesouro nas mãos erradas. Mas nem tudo nesta aventura é o que parece… E vocês descobrirão o que quero dizer quando jogarem juntamente com Nathan, Elena e Sully (Sullivan – um amigo de Nathan). Já agora, um especial “excelente” para o modo como as cutscenes estão feitas, porque são uma “delicia deliciosa de deliciar”. – 09/10
uncharted2
Gráficos
É finalmente o primeiro jogo que distancia a PS3 da Xbox 360. Mas os criadores dizem que a PS3 ainda consegue mais do que isto (!!). São lindos de se ver, uma beleza para os olhos, mas não pensem que em temos de personagens vão ver a coisa mais realista de sempre. Sim, são realistas, mas não são muito. Porquê? Porque a Naughty Dog deu-lhes aquele toquezinho especial a que nos habituaram em jogos como Crash Bandicoot. Mas não pensem que isto é mau. É perfeito. Tudo encaixa perfeitamente. E sinceramente, para um jogo deste tamanho (em termos de mapas e gráficos), o facto de o jogo ter apenas um loading (sim, um) deixa-me boquiaberto. – 10/10
uncharted3
Jogabilidade
Como já disse, este jogo “pede emprestado” o melhor dos outros jogos de acção/plataformas no mercado. A jogabilidade tem de tudo, tem momentos de acção pura, momentos de plataformas de cortar a respiração e momentos de exploração / puzzle que vos vão fazer puxar um pouco pela cabeça (mas não muito). O jogo no geral é fácil e acabá-lo-ão rápido (visto ser quase impossivel ficar “preso” em alguma parte do jogo). O jogo funciona deste modo até quase ao fim onde uma mudança radical de jogabilidade acontece (não vou spoilar, mas foi uma surpresa muito agradavel!). Os comandos funcionam na perfeição, porém vão precisar de se habituar (usarão practicamente todos os botões do comando PS3). Mas não são nada de fazer explodir com a cabeça. :) – 10/10
uncharted4
Som
A banda sonora é diferente em certos termos. É orquestra mas com alguns instrumentos que raramente ouvimos neste género de jogos. Muito boa. O jogo está totalmente traduzido e dobrado para o Português – Portugal cá por estes lados, mas não pensem que é mau. É a melhor dobragem que alguma vez ouvi. As vozes encaixam na perfeição nas personagens e as falas são épicamente cómicas (especialmente quando o Nathan decide mandar uma piada – isto quando estão pertos de bater as botas, como se costuma dizer – um verdadeiro sarcástico! Faz-me lembrar Ash dos filmes Evil Dead de Sam Raimi). Ainda nem tive coragem de re-jogar o jogo com as vozes inglesas para ver se são boas, porque as portuguesas são perfeitas. Bom trabalho! – 10/10
Longevidade & Re-Jogabilidade
No ponto. Não é muito grande, não é muito pequeno. Acabá-lo-ão numas 8 horas a primeira vez que jogarem sem grandes problemas, mas vale a pena (muito a pena) e vão-se sentir muito tentados e com vontade de repetir a experiência. Porquê? Várias razões:
- As personagens memoráveis
- A jogabilidade
- Para desbloquear as dezenas (ou mesmo centenas) de prémios que podem ganhar atingindo vários objectivos (10 tiros na cabeça, 100 tiros na cabeça, 5 tiros na cabeça seguidos, e coisas deste género)
- Para desbloquear as dezenas de extras (making of, gravações, arte, etc etc etc! há muito que desbloquear).
Falo por mim que já tou a jogar o jogo pela segunda vez, não enjoa. E não vão querer passar as cutscenes à frente, porque são de génio.  No geral o filme parece um filme de acção! No melhor sentido possível! 09/10
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Pontuação Final: 09/10 – Excelente!
Se têem uma PS3 têem a obrigação para com vocês próprios de ir já comprar este jogo. Qualquer pessoa com uma PS3 não pode deixar passar este jogo de lado! E não façam como eu! Não se fiem na demo que está muito mal feita e planeada! O jogo é lindo! O melhor para PS3 neste momento. Agora vou voltar ao Ninja Gaiden Sigma. :D

Ajuda :: Routers (com fios) da Belkin no Windows Vista

Dezembro 19, 2007

 

Antes de mais peço desculpa pela ausência… mas tenho andado com muito trabalho na universidade e tenho andado todo lixado da asma (rais-parta ao tempo). Vim só fazer um post rápido para ajudar pessoal que comprou um dos novos Routers com fios da Belkin para partilhar a ligação de internet e tem o Windows Vista, é que se instalarem com o “Easy Install” (correndo normalmente) ele não vai encontrar o vosso modem. O que têem a fazer é ir à pasta do CD, encontrar o EasyInstall.exe > Botão Direito > Propriedades > Compatibilidade > Correr Como Windows XP. Ok. Depois re-abram (clicando 2 vezes) e ele vai configurar tudo direito. Pronto, é para pessoal não ter este problema como eu que perdi ainda aqui um tempito a tentar de várias maneiras mas finalmente deu.

FELIZ NATAL!


World’s End Girlfriend

Novembro 6, 2007

 

Se a música clássica (i.e. Beethoven, Bach, etc.) vos põe os nervos em franja, nem comecem a ler isto, pois fala de um projecto que mistura um estilo chamado “nu-orchestra” com post-rock.

 

Ora como começar… World’s End Girlfriend (ワールズ・エンド・ガールフレンド) é o projecto a solo de um homem (ou deus, como quiserem chamar) chamado Katsuhiko Maeda. E não há melhor descrição a este projecto do que o próprio nome: “World’s End Girlfriend” (ou “Namorada do Fim do Mundo” em português) é mais do que música, é mais um visão do mundo, a visão deste senhor que infelizmente é pouco conhecido fora do Japão… É até como se fosse um segredo a música dele, e apenas aqueles que descobriram têem o prazer de ouvir estas delicias… Ora eu estou aqui para vos dar esta oportunidade. Se gostas de orquestra, ou mesmo que não gostes e gostes assim dum post-rock instrumental, tens de ouvir isto, e já. World’s End Girlfriend também é por vezes categorizado como “Electronica” mas não é nada daqueles technos e trances (que eu odeio) que é sempre a mesma coisa vezes cem, a única coisa electronica que se encontra na música de Katsuhiko Maeda são de facto os samples usados durante as músicas (tanto falas como efeitos sonoros) e a bateria nas músicas (que é como ‘imagem’ – ou ’som’ lol – de marca dele, porque são de facto, diferentes do que estamos habituados a ouvir). E é isto tudo + violinos, violoncelos, tuba, guitarra eléctrica e acústica, clarinetes, algumas flautas pelo meio, saxofones, etc etc, que dão o factor de calma/paz à música. Junta-se a isto o completo caos… as músicas têm os seus momentos de loucura e são tão imprevisíveis que num momento podes tar a ouvir a melodia mais linda que ouviste na tua vida, e de fundo ouves os gritos desesperados de uma miudinha e o sussurrar de várias pessoas ou coisas não sei lol, e passado apenas uns 5 segundos tares a ouvir o caos total, assim, de repente, é um realmente a chamada montanha russa de emoções. Ao vivo, Katsuhiko Maeda (que, odeia que digam o nome dele quando são artigos sobre WEG – World’s End Girlfriend lol, ficam a saber…) ou toca sozinho com guitarra, uma mesa de mistura e um computador portátil, ou por vezes toca com outra banda amiga, os MONO, que são do género parecido mas mais virados para o post-rock e são muito mas muito mais famosos que WEG. Embora goste 1000 vezes mais de WEG, sinceramente. Mais tarde (ou amanhã, não sei) vou deixar aqui uma review ao meu álbum favorito, “The Lie Lay Land” e uma review do meu 2º álbum favorito (”Hurtbreak Wonderland”, o seu último trabalho), já que tenho os 2 encomendados do amazon.jp – ou talvez faça a review quando chegarem e ponho pics dos CDs ou assim. Ficam aqui 2 videos:


“We Are the Massacre”
From ‘The Lie Lay Land” (2005)


“Scorpius Circus” Live w/ MONO
From ‘The Lie Lay Land” (2005)

Links__::
World’s End Girlfriend Official Site
World’s End Girlfriend ~ Wikipedia (Inglês)


Filmes de terror asiatico (2ª parte)

Outubro 12, 2007

Muoi

Siren

Shutter

Re-Cycle

Red Eye

Cello

The Wig aka Scary Hair

Into the Mirror

kairo aka pulse

Audition

Scared

Art of the Devil 2

Ab-normal Beauty


1408 Review

Setembro 30, 2007

ESTA REVIEW NÃO CONTÉM SPOILERS

 

1408 é a mais recente adaptação de um livro (neste caso uma mini-história de um livro) do grandioso Stephen King. Após vários anos sem ter uma adaptação no grande ecrã, Stephen King só tem de estar mais do que orgulhoso desta adaptação. Ele, e os seus fiéis fãs. Vi este filme pela primeira vez na sexta feira à noite e vi-o novamente ontem com uns amigos, e, das duas vezes, mesmo na segunda já sabendo tudo o que ia acontecer, o espectáculo é sempre grandioso, perturbante e assustador. Na América o filme já estreou à uns meses (para não variar – até admira pois Samuel L. Jackson faz parte do elenco) e já vai sair uma edição especial com 2DVDs (Collector’s Edition) com um final alternativo e uma versão Director’s Cut do filme, entre outros típicos extras (making of, trailers, etc.). Para os fãs mais hardcore de Stephen King ou deste filme particularmente podem comprá-lo aqui: Amazon.com 1408

Ou até se mo quiserem oferecer lol :)

 

Eu pessoalmente, se esta versão não sair cá em portugal quero comprar a versão americana… Mas duvido que esta versão não chegue às nossas prateleiras, pois o filme está a vender muito e as críticas são muito boas (o que admira hoje em dia num filme de suspence/terror que hoje em dia só recebem críticas más ou razoáveis no máximo). Prova disto é que no iMDB.com o filme tem 7.4, o que (para quem visita o site sabe) é muito, MUITO bom para um filme do género.

Ora vamos dividir a review por partes:

 

01. História
Mike Enslin (John Cusack) é um escritor de livros sobre locais assombrados. O seu mais recente livro (“As 10 Mansões Mais Assombradas”) vendeu bem e o seu sucesso e legião de seguidores continua a aumentar. Enquanto escreve o seu próximo livro, o novo capítulo da colecção “As 10 Mais” (Hotéis Assombrados), Mike recebe um postal no correio a dizer para não entrar no quarto 1408 no Dolphin Hotel em Nova York. Mas o que fazemos quando nos dizem para não fazer alguma coisa? A vontade de o fazer aumenta claro, e Mike acha que este seria um excelente último capítulo para o seu próximo livro, mas Olin (Samuel L. Jackson), o gerente do Hotel mostra-se difícil ao telefone dizendo que o quarto não está disponível. Nem no próximo século. Mike, através de um advogado descobre que, existe uma lei que se o quarto não está alugado, o gerente é obrigado a ceder a chave e hospedá-lo no quarto escolhido. Ao chegar ao hotel, Mike reúne com Olin e durante a conversa descobre-se que um número grande de mortes (não vou revelar o número) ocorreram naquele preciso quarto, tendo 4 delas acontecido durante a sua estadia como gerente no hotel.

A história é típica de Stephen King, bizarra, sombria, aterradora e, mesmo não desvendando tudo tudo tudo (a que nós, fãs, estamos habituados), imensamente gratificante. O filme decorre às mil maravilhas a um ritmo que logo de início deixar-vos-á a pensar e agarrados à cadeira, não devido aos sustos de “salto” mas sim ao terror psicológico que vai-vos comer a cabeça toda do início ao fim. E é disto, que me deixou mais feliz, pois eu fui ver o filme a pensar que era mais um de terror normal, mas não, era um terror psicológico que, como quem me conhece sabe bem, é o meu tipo de terror favorito (basicamente devido ao Silent Hill). E falando em Silent Hill, quem é fã do jogo/filme (mas especialmente jogo) há muita coisa neste filme que faz lembrar Silent Hill (atenção, não há nenhuma cópia directa de cenas de Silent Hill, é o feeling que senti-mos a jogar Silent Hill também está presente neste filme. Para não falar na banda sonora que é 5 estrelas e também ela faz lembrar o jogo cuja banda sonora foi composta pelo meu ídolo musical, Akira Yamaoka). O filme para além desta semelhança também “pede emprestado” várias referências a outros filmes, especialmente uma parte que relembra muito o filme do mesmo escritor “The Shinning” (e eu não estou a falar do facto de se passar num hotel). No geral a história está espectacular, e o modo como acaba deixa uma pessoa a pensar (que é outra coisa que adoro), deixando uma abertura para quem sabe, uma sequela ou várias teorias pessoais (como podem ver no fórum do filme no iMDB). Ah, o twist. O twist, é o melhor twist que vi nos últimos tempos… Não percam isto. 9/10

 

02. Terror

Como já disse, o terror físico neste filme está pouco presente, baseia-se mais num terror psicológico que vos vai mexer com os neurónios do início ao fim sem excepção, de tal maneira que vão sair do cinema de boca aberta sem uma única palavra a pronunciar, pois depois desta grandeza, não há palavras para descrever assim logo no momento seguinte. Só depois das sensações todas que ocorrem durante o filme assentarem. Imaginem que estão a entrar para uma montanha russa de emoções, é assim este filme. O que é real? O que não é? É disto que vive o filme e aumenta o factor bizarro e o terror psicológico. Excelente. 10/10

 

03. Protagonização

Antes de mais, se algum de vocês vai ver este filme por causa do Samuel L. Jackson, mais vale não ir, pois este está no ecrã durante uns meros 15/20 minutos, embora durante esse escasso tempo o seu talento é visível. A estrela aqui é John Cusack, que sozinho guia o filme com uma qualidade estonteante. Embora a maior parte do filme só o veremos a ele, não há partes paradas/seca, John Cusack garante que o decorrer do filme será sempre seguido por um enorme feeling de suspense. 9/10

 

04. Música

Sim, já falei da música, por isso vou apenas resumir: a música acompanha excelentemente bem o filme e consegue às mil maravilhas expressar vários sentimentos de suspense, horror e inquietação. 9/10

 

05. Fotografia

O filme é lindo de se ver, as luzes são perfeitas: são fortes quando devem ser e são escassas quando devem ser. O escuro é usado na perfeição e os jogos de luzes / sombras também. Os ângulos de câmara capturam o que devem capturar e dão uns efeitos muito engraçados em algumas cenas. 10/10

 

06. Efeitos Especiais/Cenários

Embora o filme não tenha muitos efeitos especiais, os que tem funcionam na perfeição e são muito, talvez demasiado (:P) realistas. O cenário é excelente, mas não vou falar muito nisto pois posso spoilar um bocado do que se vai passar durante a história, mas estão muito bem construídos e decorados. 10/10

 

PRÓS Tudo. Este filme é uma pérola do cinema actual, não deixem de ver se gostam de sentir um calafrio na espinha.

CONS Podiam ter desenvolvido só mais um pouco a história de Mike Enslin, embora não atrapalhe a quem veja o filme, há coisas que vos vai deixar a pensar após saírem do cinema.

 

NO GERAL:

Se és fã de Samuel L. Jackson mas não tanto de terror. Nem te aproximes deste filme.

Se és fã de Samuel L. Jackson e de terror. Welcome to paradise :)

Só pela protagonização de John Cusack vale a pena ver o filme.

Se és fã de Silent Hill levanta-te já e vai ver o filme.

E por último, se és fã do Stephen King, nem preciso de dizer mais nada.

Um dos meus filmes favoritos.

 

LINKS

iMDB – 1408

Site Oficial

Site Português

TRAILER

 

NOTA FINAL

9.5 Skulls