
Tive mesmo de abrir um novo post para falar sobre o meu descontentamento (infelizmente) com o novo título da saga Resident Evil. Como muitos de vocês devem saber, Resident Evil é uma série de jogos survival horror (terror) para consolas (estreou na agora antiguinha PlayStation até aos dias de hoje, onde se vai estrear na PlayStation 3 e na XBOX 360). Foi considerado por muitos como a melhor série survival horror alguma vez feita (na minha opinião, é o Silent Hill. Mas gostos são gostos, não é verdade?). A verdade é que eu sou grande, grande fã desta saga de jogos. Comecei por jogar o primeiro em casa de um amigo meu um pouco depois deste ter sido lançado e fiquei logo apaixonado pelo jogo. Foi também, dos primeiros jogos de terror que tinha jogado, e devo dizer que a adrenalina a jogar era um sentimento espectacular… Não comprei o primeiro nesta altura (pois esse meu amigo era meu vizinho e podia jogá-lo sempre que quisesse!
mas claro, mais tarde adquiri o jogo) mas comprei o segundo jogo mal este saiu. Resident Evil 2 (o meu favorito da saga) fazia tudo o que o primeiro fazia de bem… e ficava-se por aí. Umas pequenas melhorias aqui e ali, umas novidades ali e aqui, melhores gráficos, uma história melhor e 2 visões (2 personagens) diferentes da mesma história / jogo separada em 2 CDs. Era como se fossem 2 jogos em um. Queriam algo melhor? Especialmente quando o verdadeiro núcleo do jogo se mantinha: ambiente negro, sangue, mortos-vivos, puzzles e muita exploração. Pois sim, mesmo sem mudando muito, do primeiro para o segundo jogo, a saga melhorou bastante e começou a ganhar cada vez mais seguidores, eu incluído. Algum tempo depois tomo conhecimento que ia sair o Resident Evil 3, mas na altura andava tão colado a jogar outros jogos que nem me apercebi quando saiu; felizmente a minha prima sim! E como ela vivia a uns 5 minutos de minha casa… jogávamos o jogo quase todos os dias… Lembro-me que acabamos o jogo sem exagero 3 vezes num só dia: foi uma melhoria como do primeiro para o segundo: o núcleo manteve-se, e houve umas pequenas novidades pelo meio.
E aqui chegamos à nova geração da saga, Resident Evil: Code Veronica para a DreamCast (sim, sim, eu sei que saiu o Survivor e isso, mas vou apenas referir-me aos jogos principais da saga, que são, propriamente ditos, RE, RE2, RE3, RE:CV, R4 e R5). Os novos gráficos melhorados e etc deixaram os fãs com água na boca: eu mal podia esperar para jogá-lo! Infelizmente só comprei uma DreamCast há pouco mais de 6 anos (para jogar Shenmue!) e antes disso já tinha saído a versão para a PlayStation 2, que foi quando joguei este jogo. Basicamente, a CAPCOM continuou com o bom trabalho: manteve o núcleo e adicionou várias novidades! Mais um excelente jogo de terror com sangue, mortos-vivos, puzzles e exploração!
Mas claro, infelizmente não ficamos por aqui. Uns tempinhos depois a CAPCOM desvenda o seu mais novo projecto: Resident Evil 4 para a GameCube (outro que só joguei quando saiu na PlayStation 2 pois nunca tive uma GameCube). Quando vi imagens do jogo não podia acreditar no que estava a ver: os gráficos eram brutais, e a jogabilidade parecia muito boa mas… onde está o ambiente negro? Os puzzles? Os mortos-vivos? O Resident Evil? Ok, está ali o Leon com uma arma a disparar contra… espanhóis?!? A sério CAPCOM, onde estãos os mortos-vivos? Embora ainda não tenha percebido muito bem o que são, sim, comportam-se como mortos-vivos, mas diria que são a nova evolução dos mortos-vivos (???). O que estava a CAPCOM a pensar?
- “Vamos fazer um novo Resident Evil!”
- “OK, vou começar a fazer a concept art dos zombies!”
- “Zombies? Nah, isso já é do passado, vamos meter espanhóis enraivecidos que por um lado comportam-se como mortos-vivos mas que correm como o catano, teem armas e pistolas e gostam muito de chamar ‘hijo de pu*a!’ ao Leon!”
- “…”
- “Já lhe falaram do seu aumento?”
- “AHHH!! Que excelente idéia!!”
Pois… OK, o Resident Evil 4 pode não parecer-se nada com os outros Resident Evils, isso é verdade, mas também é verdade que é um bom jogo… mas é um bom jogo de acção (e muito bom por acaso). Não mete medo (embora por vezes dê alguma adrenalina), tem uma pequena porção de puzzles e pouca exploração (o jogo é bastante linear…). Mas OK, tudo bem, é passável, venha de lá o próximo CAPCOM.
E assim a CAPCOM fez, confirmou: RESIDENT EVIL 5! Nas consolas da terceira geração! Foi a excitação total para fãs de Resident Evil e fãs do Resident Evil 4 (sim, porque com a saída do Resident Evil 4, pessoas que gostam muito de shoot’em’ups (jogos de tiro) aderiram à série… claro pelas razões erradas e quase de certeza muitos deles não jogaram, não querem ou não gostam dos anteriores). São lançadas umas imagens lindíssimas do jogo em que vemos o Chris (personagem do Resident Evil original) – outra vez, foi a excitação total! E depois… vieram imagens e vídeos da jogabilidade.
Parece então que a CAPCOM parou no tempo com o Resident Evil 4 e decidiu-se ficar por aí e começar a pisar as poças todas. Hoje fui avisado por um amigo meu que a demo do Resident Evil 5 tinha sido posta no XBOX Live. Então pronto, lá fui eu fazer o download. Seja o que Deus quiser, não é verdade? Após o download começo a ficar um pouco excitado com o facto de que vou jogar o novo capítulo de uma saga que gosto e sigo à anos (tive um pouco afastado de todos os vídeos e imagens que foram lançados nos últimos meses por isso não sabia muito bem ao certo o que me esperava… embora soubesse que se parecia muito com RE4).
Menu. Sim senhor, todo bonito com uma célula e não sei quê, muito à Resident Evil, foi uma boa primeira impressão. Single-Player… Eh lá! Isto tem Modo Co-Op (para dois jogadores) online e offline! Muito porreiro! OK… Stage Select… sim… pera?! Stage Select?
NÍVEIS NO MEU RESIDENT EVIL!?
É que nem sequer são missões, são níveis. Mas estou a jogar Resident Evil ou Super Mario? Bem… ultrapassando esse facto escolho o primeiro (ugh) nível e começo a jogar a demo. O meu primeiro pensamento foi “uau”, os gráficos são LINDOS. Estamos perante um dos jogos mais bonitos que já vi, e isso sem discussão. Mas infelizmente para muitos (eu incluído) os gráficos não são tudo, não é verdade? Começo a jogar… primeiro ponto negativo logo: a câmara é HORRÍVEL. Só vês o Chris a ocupar o lado esquerdo todo do ecrã e o lado direito. Ou seja, se te atacam do lado esquerdo vai passear que já almoças-te. Basicamente é isso. A câmara ainda está pior que o RE4 por incrível que pareça. Mais… Anda super devagar… A correr parece que está a andar… Os controlos embora complexos são fluídos e com o tempo começa-se a habituar a eles. Até aqui tudo mais ou menos. LT para apontar… RT para disparar… E… ?? Não podemos controlar o Chris enquanto ele aponta??
OK isto vai de mal a pior… Primeiro ele anda devagar, a câmara é horrível, e agora para além de demorar um bom pedaço de um segundo a apontar ele não anda? Sim senhora… Então está bem!
Seguindo o que aparece? Mortos-vivos (acho eu) a… falar a um megafone? E depois? Centenas de… africanos-vivos a atacarem? Yep. É básicamente isso. E o que fazemos durante a demo? Disparamos, corremos, disparamos, apanhamos munição, voltamos a disparar, corremos, subimos escadas, disparamos, aparecem mais dezenas de africanos-vivos, disparamos, corremos, curamo-nos, disparamos… Por aí fora.
Estamos perante o novo Resident Evil? Não. Estamos perante um shooter da nova geração… com uma câmara horrível e movimentos lentos.
O jogo é difícil, bastante difícil, mas digo isto com agrado porque jogos fáceis não quero, gosto de um bom desafio, mas não gosto de um desafio que se resuma a disparar, correr, apanhar munição e disparar. Onde estão os puzzles que tanto me fazem pensar? A exploração? O “the door is locked” (a porta está trancada)? Os mortos-vivos? Onde estão todas estas características que fazem do Resident Evil o Resident Evil? Não estão no Resident Evil 5, isso posso dizer-vos com certeza.
Ou se estão, a demo está muito mal feita (não seria a primeira vez, também odiei a demo do Uncharted e tornou-se um dos meus jogos favoritos para a PlayStation 3…). Espero então que seja apenas isso: uma demo mal calculada.
Outro pontos positivos? Desta vez temos uma ajudante, Shiva (acho que é esse o nome, ele só o disse uma vez na demo que eu tenha reparado) e está muito, muito bem conseguida. Se apontas a arma para ela, ela foge! Ajuda-te quando for preciso, chama-te quando precisa de ajuda (basta carregares no RT sem a arma a apontar para veres onde ela está – e felizmente ela é muito capaz por isso não te chateia muito, ajuda mais do que o que chateia!). E resumidamente… é isso. Não vi nada de muito positivo nesta demo. Estou de rastos no que toca a Resident Evil, desiludiu-me por completo… Resident Evil 5 é nem mais nem menos que uma expansão do Resident Evil 4, com uma câmara pior, movimentos mais lentos e com mais e mais acção (que é o que não se quer num survival horror).
Ah, e ia-me esquecendo de referir, que um dos inimigos (um gajo grande com um saco na cabeça e uma arma gigante) parece uma cópia do Pyramid Head (Silent Hill 2)… Move-se lentamente, demora a levantar a arma e depois deixa-a cair em cima de nós com uma violência brutal quase nos tirando a vida toda… Mexe-se como o Pyramid Head… Ataca como o Pyramid Head… só que tem um saco na cabeça em vez de uma pirâmide (Bag Head? lol…) e um machado gigante em vez de uma faca gigante. Copy pasta.
Ainda outra coisa, quando se mata um morto-vivo/africano-vivo (???) eles… derretem. A sério… Mas por que raio é que derretem? Será do calor? Ok, piadas secas de lado, não faz sentido e é um pouco estúpido sinceramente…
Sim, provavelmente vou comprar o jogo, nem que seja pela história (estamos a falar do Chris e da Jill! – e também porque é uma continuação do excelente filme em CG “Resident Evil Degeneration”) e quem sabe até posso começar a gostar dele à medida que for jogando… não seria também a primeira vez que algo assim acontece. Só espero é que isso aconteça mesmo, porque a demo deixou-me muito, muito desiludido mesmo… Só vou pegar nela agora para experimentar o Co-Op… ao menos divertido deve ser.
Resumindo e concluindo: os jogos parecem estar a ir pelo mesmo caminho (mau) dos filmes, não são de terror, são de acção. Mais valia mudarem o nome para Resident Matrix ou algo assim porque só falta podermos abrandar o tempo para desviarmo-nos dos ataques dos… “zombies”.
E pronto é isto… deixem a vossa opinião, lembrem-se: isto é a minha opinião, todos temos opiniões diferentes, não tou a dizer que o jogo é mau, tou a dizer que para mim, o jogo não é muito bom e não é Resident Evil.
Fiquem bem e espero voltar a ter tempo para escrever aqui em breve!
Dawn.
Publicado por DawnClover 


– 10/10


Publicado por DawnClover